Author: cicero-pedro-leao

Sobre

Cicero Pedro Leão

Jornalista apaixonado por cinema, literatura, música e quadrinhos. Pesquiso a obra de Jean Renoir na UFMG. Descobri minhas paixões ouvindo os Rolling Stones, lendo Roberto Piva e assistindo a Anecy Rocha em "A Lira do Delírio".

Roman J. Israel, Esq.

Nos primeiros minutos de Roman J. Israel, Esq., a obra aparenta ser um drama de tribunal edificante, que irá retratar o processo de superação de um advogado idealista e competente, mas que nunca teve sua grande chance na vida. No entanto, em seu segundo filme, após a estreia como diretor em O Abutre, Dan Gilroy subverte esse gênero e apresenta um estudo de personagem intrigante, expondo como o peso da burocracia pode sufocar os sonhos e principais objetivos de um advogado experiente, além de fazer uma incisiva crítica a estrutura em volta dos processos criminais, já que raramente um...

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Trama Fantasma

Em Trama Fantasma, o diretor Paul Thomas Anderson entrega um misto de drama romântico com pitadas de suspense psicológico, rendendo seis indicações ao Oscar 2018, inclusive para melhor ator a Daniel Day-Lewis, que decidiu se aposentar após esse filme – infelizmente. Em termos de linguagem cinematográfica, a obra apresenta um sofisticado e delicado trabalho de encenação, ora valorizando os rostos sutilmente expressivos do ótimo elenco e ora focando na linguagem corporal dos atores por meio de planos distantes e de longa duração, além de desenvolver um meticuloso trabalho com o som, tanto na edição que enfatiza um ou outro elemento em...

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Sem Fôlego

Todd Haynes é um dos diretores mais inventivos de sua geração. Desde os anos 1990, cada obra do cineasta apresenta características autorais intensas. Ainda assim, buscar uma unidade entre seus filmes é um perigo. Há obras mais tradicionais, e outras completamente experimentais, com algumas até conseguindo encontrar um certo paralelismo – como ocorre nas trabalhos musicais Velvet Goldmine (1998) e Não estou lá (2007). No entanto, no geral, os seus filmes variam bastante no estilo e no conteúdo – ainda que, geralmente, trabalhem com personagens em condições excluídas ou marginalizadas. Contudo, podemos identificar que esses trabalhos variados são sempre...

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Mãe!

O novo filme de Darren Aronofsky é um dos mais controversos de 2017. Esquecido pelo Oscar 2018, mas lembrado pelo Framboesa de Ouro, Mãe! despertou amor ou ódio, no melhor estilo 8 ou 80. Que bom. Não há nada pior que a indiferença. Mas independente das reações radicais despertadas pelo filme, é sempre interessante quando o grande circuito cinematográfico recebe um lançamento polêmico desse tipo, que opta por uma narrativa não convencional e com grandes estrelas no elenco, carregando uma dose intensa de simbolismos e alegorias. Em minha interpretação, o filme funciona como um jogo de simbologias constantes, acionando...

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A Guerra dos Sexos

A Guerra dos Sexos é o tipo de filme que satisfaz mais pelo conteúdo do que pela linguagem. O novo trabalho de Jonathan Dayton e Valerie Faris – os mesmos diretores do jovem clássico Pequena Miss Sunshine – é um bom exemplo de empolgante obra esportiva, mostrando o processo de superação de uma atleta antes de uma disputa importante. Nesse aspecto, o filme é agradável e edificante na medida correta. Mas a obra consegue ter um pouco mais de personalidade ao abordar a homossexualidade de sua protagonista, quebrando, dentro de uma narrativa linear, alguns velhos estereótipos. Diante das premiações...

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