Autor: Eduardo Ferrarini

Sobre

Eduardo Ferrarini

Amante e estudante de Cinema. Aspirante a cineasta. Apreciador de música, livros, séries, pinturas, video-games, quadrinhos, da vida e das pessoas que a cercam.

Bom Comportamento

Uma das noções mais errôneas com relação ao cinema é acreditar que filmes são entretenimento que deve satisfazer o espectador, seja com sequências de ação, momentos de humor ou um romance onde o casal protagonista termina junto. Claro que também se trata disso, mas assim como qualquer outra arte, há aquelas obras que existem para provocar e causar uma série de outros sentimentos que não necessariamente estão ligados a diversão. O exemplo mais recente disso é mãe! do Aronosfky, cuja polêmica se partiu da atmosfera turbulenta e cenas gráficas de violência, tornando-o um filme absolutamente incomodativo, mas não menos...

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Blade Runner 2049

Lançado em 1982, Blade Runner foi inicialmente mal visto tanto pelo público quanto crítica, posteriormente ganhando a versão que Ridley Scott idealizou no começo. Assim, anos depois, se tornou cult e estabelecido como um dos maiores clássicos da ficção científica da história do Cinema, seja pelo seu fascinante visual moderno e neo-noir, mostrando uma Los Angeles assolada pela tecnologia, construções gigantescas e uma poluição visual constante, seja pelas temáticas ambiciosas que dizem respeito à finitude da vida, o que caracteriza humanidade e o que consiste as estruturas sociais do mundo moderno. Se trata de uma obra-prima complexa que estimula...

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A Gente

Um dos erros linguístico do português mais comuns cometidos pelas pessoas se trata da escrita de “gente” e “agente”, dois substantivos onde o primeiro se trata de um conjunto de pessoas, enquanto o outro se refere a alguém agenciado, um funcionário ou o clássico exemplo usado por professores, “agente secreto”. É um erro cometido por conta de uma frase conter “a gente”, onde se refere a pessoa que escreve e o grupo de pessoas com as quais ela fala, que na situação citada, estão juntas. Isso compactua muito não apenas com a opção de Aly Muritiba de intitular o...

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Emoji: O Filme

Por Eduardo Ferrarini Sentado na minha poltrona, na escuridão imersiva da sala de cinema, enquanto ouvia o quinquagésimo trocadilho envolvendo o emoji do cocô, minha cabeça começou a fervilhar: será que a animação Emoji: O Filme se trataria do mais fidedigno manifesto acerca da nossa sociedade e das implicações da tecnologia e dos instantâneos meios de comunicação, que vêm tornado nossas relações mais superficiais, tal qual algum episódio qualquer de Black Mirror? Ainda, por justamente adotar uma forma e linguagem tão estúpidas ser condizente com a atual geração alienante? Ou talvez a construção desse pensamento se deu apenas para...

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Ed Wood

Por Eduardo Ferrarini Em toda sua filmografia sempre foi nítido as influências e interesses de Tim Burton. Basta constatar facilmente qualquer um de seus filmes e ver seu afinco pelo Expressionismo Alemão e filmes B. E, curiosamente, o filme que exala isso de forma mais explícita é um dos seus filmes menos lembrados pelo grande público, mas definitivamente um dos mais aclamados pela crítica (senão o mais aclamado), Ed Wood. Nesta cinebiografia o período corresponde entre a realização do primeiro longa-metragem de Wood (vivido por Johnny Depp), o pavoroso Glen ou Glenda, até seu mais infame e, considerado por...

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