Author: felippe-gofferman

Sobre

Felippe Gofferman

Aspirante a Diretor, roteirista e eterno estudante de cinema, é amante da sala escura e tem o Maracanã como uma segunda casa. Tiete de Woody Allen, Kurosawa, Scorsese e Chan-Wook Park, mantém uma eterna dívida com Walter Salles por ter sido apresentado à música de Jorge Drexler através de “Diários de Motocicleta” (2004).

Gojira

Por Felippe Gofferman Os primeiros deuses, segundo a mitologia japonesa, foram os responsáveis pela criação de toda a terra do nosso planeta. Esses deuses tinham proporções titânicas e viviam no céu, embora tivessem frequente contato com o mar e posteriormente com o povo por eles criado. Uma interessante mistura de evolucionismo, poesia e misticismo forma a base das lendas da criação japonesa descrita em livros como Kujiki e Yamatobumi. O monstro mais conhecido do cinema surgiu de uma mistura de mitologia e dor, a qual quase todas as sequências japonesas e versões americanas não se ativeram e, por isso,...

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Guerra

Por Felippe Gofferman O indicado da Dinamarca ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Guerra (2015), de Tobias Lindholm (Sequestro; 2012), aborda os dilemas da guerra e as marcas que deixam ao acompanhar o comandante Claus Pedersen (Pilou Asbæk) em ação no Afeganistão, a repercussão das decisões erradas que o levam para corte marcial e a vida de sua família enquanto serve ao exército. O tradicional realismo do cinema dinamarquês confere às cenas de combate uma crueza e um senso de perigo que transforma cada próximo passo dos soldados em uma bifurcação que pode lhes levar ao êxito ou a...

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Creed: Nascido para lutar

Por Felippe Gofferman Escrito e dirigido por Ryan Coogler (Fruitvale Station – A última parada; 2013), Creed: Nascido para lutar é uma ode a Rocky (1976) e toda a franquia, mas se apresenta como uma releitura moderna e bem resolvida que não se limita em replicar a estrutura e acrescenta a trama doses de um refinamento até então não visto na série de filmes protagonizados por Stallone. Enquanto, em 1976, Rocky Balboa lutava para melhorar de vida e tinha em suas costas o orgulho da classe operária imigrante, agora, em Creed, Coogler tem a acertada decisão de inverter as coisas ao...

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A orgia gastronômica de Tampopo

Por Felippe Gofferman O “diferente” é uma questão de bagagem. O que parece bizarro aos nossos olhos pode ser uma oportunidade de entender um novo mundo de cores, gostos, aromas e sons. O cinema tido como exótico nada mais é que a expressão de uma cultura diferente em sua máxima força. A aplicação do exagero cultural pode intensificar o estudo de um povo e facilitar sua apreciação, mas obviamente é necessário diferenciar o “exagero” com propósitos expositivos específicos do gore simplesmente pelo gore. As indústrias cinematográficas asiáticas possuem suas peculiaridades e muitas vezes alguns filmes são mal vistos pelo público...

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A Marca do Assassino

Por Felippe Gofferman O cinema japonês tem como características clássicas o pensamento cartesiano e uma tendência à observação passiva da sociedade que retrata, mas como todo cenário cinematográfico teve seus representantes que quebraram a corrente do lugar comum e impuseram uma visão pessoal que fugia dos termos aceito pelas grandes produtoras. Em meio ao sistema industrial das grandes realizadoras japonesas da década de 1950, surgiu aquele que está entre os diretores mais influentes do país e que até hoje é considerado uma referência da contracultura e do movimento cinematográfico underground: Seijun Suzuki. O diretor de clássicos como Tóquio Violenta (1966)...

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