Autor: Paulo Pereira

Sobre

Paulo Pereira

Natural de Porto Ferreira, interior de São Paulo, é bacharel em História-América Latina pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e mestrando em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Cinéfilo assumido, iniciou sua paixão pela sétima arte após assistir aos grandes clássicos do cinema estadunidense. A partir de um olhar crítico, busca analisar a estética, a qualidade técnica, a posição político-ideológica dos autores (roteiristas, produtores e cineastas) e a visão sócio-política existente no mercado cultural cinematográfico.

Realidade virtual, homenagens e diversidade. O que esperar da 41° Mostra de SP?

Entre 19 de outubro e 01 de novembro de 2017 acontece na cidade de São Paulo a 41ª Mostra Internacional de Cinema, que contará com a exibição de 394 filmes das mais variadas temáticas, narrativas e estéticas oriundos de 59 países. Os títulos serão apresentados em mais de 30 espaços pela capital paulista, dentre eles cinemas, centros culturais e museus. Haverá, ainda, exibições gratuitas e ao ar livre e, pela primeira vez, a Mostra contará com a apresentação de filmes em realidade virtual. A cineasta belga Agnès Varda – responsável por filmes como Faces Places (2017), O universo de Jacques Demy (1995), Jane B....

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Silêncio

Por Paulo Pereira Os missionários portugueses da Companhia de Jesus, ordem religiosa que pretendia difundir o catolicismo em distintas regiões do Mundo, chegaram ao Japão em meados da década de 1550. Confrontados com as diferenças linguísticas, culturais e religiosas do arquipélago, estes jesuítas conseguiram converter alguns japoneses através de um sistema que aproximou a cultura autóctone com os elementos cristãos. A partir de 1580, o governo local ordenou que os jesuítas fossem expulsos e, no decênio seguinte, condenou cristãos à morte. Neste período, diversos missionários viveram clandestinamente no Japão e esconderam das autoridades suas atividades religiosas. O novo longa-metragem...

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Sicario: Terra de Ninguém

Por Paulo Pereira A fronteira entre os Estados Unidos e o México foi utilizada como pano de fundo em diversas produções cinematográficas. De A Marca da Maldade (1958) a Onde os fracos não têm vez (2007), esse espaço é retratado como um campo violento, inexorável e conflitante, onde as leis não são aplicadas. É nesse local que ocorre os percalços envolvendo Kate Mercer (Emily Blunt), uma agente do FBI que, após descobrir diversos cadáveres em uma casa, agrupa-se a outras autoridades envolvidas no combate do tráfico internacional de entorpecentes, cujo escopo é capturar dois dos maiores nomes dos cartéis de drogas...

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O Regresso

Por Paulo Pereira Uma das atividades econômicas mais rentáveis nos Estados Unidos foi o comércio de pele animal. O explorador Hugh Glass inseria-se nesse campo mercantil e no início da década de 1820 fez parte de um grupo de cem homens que tinha como escopo navegar pelo Rio Missouri e comercializar tais artigos manufaturados. Enquanto preparavam-se para zarpar, esses mercadores foram acometidos por tropas indígenas Arikaras. Obnubilados, os treze sobreviventes lograram entrar no barco e seguiram com destino ao Forte Henry. Para despistarem os indígenas, decidiram seguir por terra, deixando a nau avançar pelas águas pluviais. Próximo ao Rio...

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Diplomacia

Por Paulo Pereira Durante a Segunda Guerra Mundial tropas nazistas ocuparam o território parisiense. Em meio ao processo de desocupação da infantaria alemã, o jornal de resistência Libération publicou, no dia 22 de agosto de 1944, a seguinte manchete: Paris brisant ses chaînes. Tal máxima simboliza o que foi esse acontecimento histórico. Dias depois, uma ordem do Führer foi enviada a seus oficiais: abandonem Paris e exploda toda a cidade. É a partir dessa premissa que se desenvolve o longa-metragem Diplomacia, dirigido por Volker Schlöndorff. O filme ambienta-se, majoritariamente, em um único local: o quarto do general nazista Dietrich...

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