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Cinemascope - Aparições de bandas

Aparições de bandas

Por Joyce Pais

Sabemos que uma boa trilha sonora é um atrativo e tanto para um filme e que, quando recheada de hits (ou de possíveis hits futuros), ela é responsável por chamar mais atenção para a história contada. Sucessos de bandas conhecidas do grande público são mais do que bem vindos, mas algumas produções não se limitaram a usar somente as canções e levaram para as telonas as próprias bandas em carne e osso. Ponto para o filme, que ganha participações especiais, ponto para os fãs desses artistas, que têm a chance de ver seus ídolos em um contexto diferente do usual. Como amo cinema e música, fiz uma listinha de alguns filmes que contaram com essa ‘pontas musicais’, tem aparição para todos os gostos e gêneros, confiram!

Showbar (2000) – Leann Rimes

Violet Sanford (Piper Perabo) segue para Nova York com um sonho em mente: tornar-se uma compositora de sucesso. Mas como nem tudo são flores, seu caminho é recheado de obstáculos e para se manter ela aceita trabalhar num show bar chamado Coyote Ugly, em Manhattan.  Nesse meio tempo, Violet tem problemas com seu pai, que não aceita a exposição da filha ao fazer performances sensuais para os clientes, ela se apaixona por um cara e tenta vencer o seu medo do palco e de mostrar seu talento ao mundo.  A trilha sonora tem músicas da cantora Leann Rimes do começo ao fim, mas a surpresa fica por conta da cena final, onde a própria Leann canta no famoso bar uma de suas canções mais famosas, “Can´t fight the moonlight”.

Bônus: Antes de estourarem no mundo todo com “Wherever you will go”, a banda The Calling fez uma micro aparição em Showbar, numa cena em que eles tocam num bar em que a protagonista conhece seu futuro namorado:

 

Tá Todo Mundo Louco! Uma Corrida por Milhõe$ (2001) – Smash Mouth

Impossível falar de Smash Mouth sem falar de seu maior e mais chicletegrude sucesso “All Star”. Nesse filme, uma corrida é criada pelo bilionário Donald Sinclair, dono do cassino The Venetian em Las Vegas, e um grupo de fanáticos por apostas. A música, que já alcançou o 2° lugar na Billboard Modern Rock Tracks e o 4° na Billboard Hot 100, é tocada pela banda na cena que encerra o longa e conta com a reunião de todos os membros dessa corrida insana.

 

Velvet Goldmine (1998)- Placebo

Indicado ao Oscar, BAFTA e Cannes, Velvet Goldmine conta com um elenco estelarEwan McGregor, Jonathan Rhys Meyers, Christian Bale, Toni Collette – e se passa no ano de 1971, quando o glam rock invade o mundo da música britânica, provocando uma revolução, não apenas na música, mas também nos costumes da sociedade. O protagonista é Brian Slade, responsável por levar jovens a explorararem seus limites e sexualidade. E quem deu o ar da graça no filme foram os três membros da banda Placebo (que eu amo) na época, Brian Molko, Steve Hewitt e Stefan Olsdal. Confira no vídeo:

 

Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (1981) – David Bowie

David Bowie já era ator antes mesmo de investir na carreira de cantor e se tornar um mito do rock. Suas aparições foram muitas, mas destaco a que Bowie surge cantando “Station to Station”, um dos seus grandes hits em um show presenciado pela protagonista de Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída.

Bônus: Bowie fez uma ponta, para dizer no mínimo bizarra e surreal, no filme de David Lynch, derivado da série Twin Peaks, Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992), veja:

 

Sorte no amor (2006) – McFly

Filmes direcionados para o público adolescente costumam reunir em sua trilha sonora músicas que são candidatas fortíssimas a hits do ano. Neste filme, estrelado por Lidsay Lohan (antes das brisas e das prisões), conta a história de Ashley, uma garota que sempre teve muita sorte na vida, até encontrar Jake (Chris Pine), um rapaz sempre muito azarado. E aí que além da trilha, os produtores deram um papel de destaque para uma das bandas mais estouradas no cenário do pop/rock teen naquele momento, o McFly. Eles são vistos em várias cenas, inclusive tocando já que Jake faz o papel de empresário da banda que tenta incansavelmente lançá-la ao sucesso.

 

Aparição além dos clichês…

Click (2006) – The Cramberries

Tá. Muita gente tem preconceito com filmes de comédia, com filmes protagonizados pelo Adam Sandler. Eu sei. Assumo que também não sou grande fã do gênero. Mesmo assim, acho que Click traz um questionamento sobre a maneira como passamos a vida perseguindo coisas que não nos trazem felicidade, um futuro sempre inalcançável, e esquecendo o que realmente importa, de uma forma muito interessante. Além disso, quase tive um síncope nervosa quando vi que o The Cranberries, que eu adoro, estava em uma cena cantando minha música preferida deles, “Linger”, numa versão com orquestra muito mais melancólica do que a original. Incrível e muito apropriada com a história vivida pelo casal <3

Bônus: eu sei que é série e não filme, mas como eu adoro a banda e adorava a série na época também, quis comentar que o The Killers, lá no começo da carreira, já fizeram uma participação na segunda temporada de The O.C, e o mais engraçado é que eles “tocam” o playback totalmente descoordenado, notem no vídeo, hehe.

 

Sobre Joyce

Fundadora e editora do Cinemascope, jornalista, paulistana, fotógrafa, apaixonada por David Lynch, Pedro Almodóvar, Marilyn Monroe e café.
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