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Cinemascope - Halloween

Especial Halloween #pt. 1

Para comemorar o Halloween resolvemos preparar um especial para os leitores do Cinemascope. Lançamos um desafio aos membros do site: escolher um filme de terror que tenha marcado sua infância ou que, pelo menos, tivesse alguma relação com algum período da sua vida e, por isso, mereceria ser destacado. Acredito que tenha filme para todos os gostos, confiram!

 

Olhos Famintos

Por Magno Martins

 

Se você gosta de um filme que te prenda pelo suspense e te assuste com cenas pesadas e horripilantes, não pode deixar de assistir Olhos Famintos2 (2001). O filme conta a história de um monstro das trevas que vive na Terra e que desperta a cada 23 anos para se alimentar. E, obviamente, ele se alimenta de seres humanos. Olhos Famintos I retrata o despertar deste monstro por dois irmãos, Trish (Gina Philips) e Darry (Justin Long) que, ao voltarem de férias, quase sofrem um acidente causado por um caminhão estranho em uma estrada totalmente deserta. Poucos quilômetros adiante, eles percebem o caminhão estacionado em uma igreja velha e resolvem verificar o que está acontecendo.

O terror começa quando eles descobrem diversos cadáveres dentro do porão da igreja. O monstro percebe a presença de ambos no local e, fugindo de qualquer clichê de serial killers, começa uma jornada de perseguição aos irmãos através do cheiro de Darry.Passados 23 anos, a sequência Olhos Famintos II (2003) retrata a história de um time de jogadores de basquete que se tornam alvos deste monstro que acabara de despertar para se alimentar, após um imprevisto com o ônibus que os transportavam. Porém, um fazendeiro e seu filho, vítimas desse ser sobrenatural, partem para ajudar o grupo de adolescentes. Mas até que isso aconteça, muito supense, medo e terror preencherão seus olhos. Corra para as locadoras e assista Olhos Famintos I e II, pois a sequência dessa história já está confirmada e será lançada em breve.

Hellraiser

Por Aline Fernanda

Um dos filmes que me marcou foi Hellraiser. O longa contar a história de Frank Cotton (Sean Chapman) que comprou uma antiga relíquia, um cubo, conhecida como Configuração do Lamento. Segundo a lenda, o cubo seria capar de abrir uma passagem para o reino de prazer inimaginável, em troca a pessoa perderia sua alma. Ao resolver o enigma do cubo Frank é transportado para a dimensão dos Cenobitas, e lá encontra um conceito de prazer diferente do seu. Frank é condenado a uma eternidade de dor e prazer.

Larry (Andrew Robinson), irmão de Frank, resolve mudar-se com sua nova família para a casa fechada há dez anos, depois da morte de seu irmão. Larry derruba um pouco de seu sangue no sótão o que faz com que seu irmão, agora com marcas de seu tempo de tortura, ressuscite. Julia (Clare Higgins), a então esposa de Larry, encontra Frank e resolve ajudá-lo atraindo estranhos para sua casa para que seu antigo affair e ainda amado possa retornar a ser completamente humano.  O que mais me impressiona ainda hoje nesse filme é o simples fato do Clive Barker conseguir fazer as pessoas sentirem medo, e transformar em real a sua história com a pouca tecnologia da época. Pra quem gosta de filmes de terror vale a pena conferir.

Halloween H20 – Vinte anos depois

Por Joyce Pais

Honestamente, filmes de terror nunca figuraram entre meus gêneros preferidos, mas um deles marcou bastante minha adolescência: Halloween H20 – Vinte anos depois. Sétimo filme da série Halloween e o sexto baseado no serial killer Michael Myers, o longa surgiu de uma ideia da própria protagonista, Jamie Lee Curtis, de mostrar o reencontro de Myers com sua irmã, Laurie Strode vinte anos após ter escapado da carnificína de 1978.

Laurie escapou de irmão, mudou de nome, rosto e de vida. Agora ela se chama Keri Tate e vive numa pequena cidade da Califórnia. Para despistar seu irmão, falsificou a sua morte em um acidente e carro e se escondeu com o filho John (Josh Hartnett), mas é no dia 31 de outubro que seu pior pesadelo pode retornar. Seu filho e sua namorada, Molly (Michelle Williams), e seus amigos Charlie e Sarah decidem fazer sua própria festa de Halloween privada, a única pessoa no campus é o segurança.

Laurei descobre que seu temido passado está de volta, em uma jogada muito arriscada ela se tranca na escola e se prepara para dar um fim nessa história, mesmo que para isso sejam necessárias mortes. Se tem uma coisa que me perturba nos filmes é perseguição e terror psicológico. No caso de Halloween, Myers estava em TODOS os lugares, o cara era onipresente, para mim, o que mais me prendeu ao filme foi a tensão contínua, as situações-limite. Hoje, filmes de terror têm muitos clichês, cenas manjadas e etc., mas acho que na época, pela minha idade e falta de repertório no mundo cinematográfico, Halloween H20, aos meus olhos, parecia original e único.

O Massacre da Serra Elétrica

Por Gilberto Varis

Existe um filme de terror que eu evito assistir sozinho, até mesmo acompanhado. O filme é O Massacre da Serra Elétrica, o remake de 2003 produzido por Michael Bay e estrelado por Jessica Biel. Os filmes de terror são os meus favoritos, ver toda a carnificina e ter aquele frio na barriga com a cena que está se desenrolando, é um prazer quase masoquista.  As franquias Pânico, A Hora do Pesadelo, Halloween, a trilogia de Hannibal Lecter  e Sexta Feira 13 me saciam quando o assunto é esse, porém nenhum desses filmes despertam em mim, medo de verdade, tensão e susto. Ok, eu admito que algumas cenas de Halloween e Pânico ainda me fazem pular do sofá, mas nenhum desses filmes me faz ficar tão angustiado quanto O Massacre da Serra Elétrica.

Remake do clássico de 1974, dirigido  por Tobe Hoper (Poltergeist – O Fenômeno), o filme consegue aterrorizar até mesmo nas cenas mais amenas, causando desconforto a quem assiste, pelo fato de que em momento nenhum, o espectador esquece das tramas que permeiam a história, como a menina morta dentro da van, ou os reféns de Thomas Hewitt (conhecido como Leatherface), o icônico serial killer apresentado no filme.

Dentre todas as qualidades do filme, eu destaco uma, que se trata de um gosto puramente pessoal: espíritos, fantasmas, demônios, zumbis e alienígenas não são coisas que me assustam, não muito. Pelo menos não mais que assassinos em série. O grande mérito de O Massacre da Serra Elétrica implica no fato de assistir ao filme e pensar sobre qual mente seria cruel e diabólica o suficiente para matar pessoas com uma motosserra para fins “canibais”? Quão perturbada deve ser uma pessoa para cobrir as imperfeições do rosto com uma máscara feita de pele humana? Esse é o grande mérito, pelo menos para mim, dos filmes de terror que não caminham pelas vias do sobrenatural: desenhar e expor mentes doentes o suficiente para cometer tais atos. Fazer o espectador sentir medo de se deparar com uma pessoa que seja igualmente perigosa, igualmente demoníaca durante o seu dia a dia é um dos medos que o filme provoca. Se existe um filme de terror que marcou a minha vida, foi “O Massacre da Serra Elétrica”, que só chegou ao Brasil em 2005, mas que com a mesma classe, gritos e o barulho da maldita motosserra, aterrorizou a todos que o assistiram. Um adendo: o filme prega ter sido baseado em fatos reais, e apresenta na sua introdução e no seu desfecho, uma filmagem teoricamente real, realizada na verdadeira residência Hewitt. Para quem gosta da sangrenta saga da família texana que tem o peculiar hábito de se alimentar de carne humana, preparem-se, está chegando em 3D a sequência direta do filme original de 1974, intitulada The Texas Chainsaw 3D. O longa tem a estréia marcada para 4 de janeiro de 2013.

O Iluminado

Por Andro Felipe

Difícil para mim falar de filmes de terror, nunca fui muito fã do gênero até esses tempos, mas ainda assim, posso colocar uma lista daqueles que mais me marcaram e que merecem uma oportunidade de serem assistidos.

Creio que o primeiro da lista é sem sombra de dúvidas O Iluminado, dirigido pelo mestre Stanley Kubrick e com a perfeita atuação de Jack Nicholson, o filme guarda uma história e adaptação da obra de Stephen King simplesmente de dar inveja a qualquer diretor. Creio que eu nunca tenha assistido a um filme de terror tão bom como esse, lembro-me de uma ocasião anos atrás quando vi um episódio de Simpsons onde eles faziam uma alusão ao filme, era tarde, já na madrugada, e ao lembrar-me do filme resolvi desligar o desenho do DVD, ao desligá-lo o filme original instantaneamente brotou na tela da TV aberta, e eu corri para o quarto (naquela noite sonhei com a enchente de sangue que flui pelo corredor do hotel).

Por fim, se não viram O iluminado, O exorcista, Faces da morte, Drácula de Bram Stoker e Evil Dead ficam essas dicas, garanto que não irão se arrepender, esses foram os que me vieram à cabeça, ainda preciso conhecer mais de horror do início do século passado para ter mais informações de filmes mais antigos legais, quem sabe no próximo Halloween.

Sobre Joyce

Fundadora e editora do Cinemascope, jornalista, paulistana, fotógrafa, apaixonada por David Lynch, Pedro Almodóvar, Marilyn Monroe e café.
Comentários
João Ferraz disse:

Gosto de quase todos, menos O Iluminado. Sou o único que não gosta de filmes adaptados das obras do S. King?

Caroline disse:

Adoro ver filmes de terror, são cenas fortes mais que te fazem pensar e desvendar seus mistérios, amei a matéria sobre “O Massacre da Serra Elétrica”… com certeza é um filme muito bem produzido e que me prende a frente da televisão.