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Diretor de Carandiru e Pixote, Hector Babenco, morre aos 70 anos

Da Redação

O cinema perdeu mais um de seus grandes nomes. Morreu na noite desta quarta-feira, 13, Hector Babenco, diretor consagrado de longas como O Beijo da Mulher Aranha, de 1985, e Pixote: A Lei do Mais Fraco, de 1982. Babenco, que estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde terça-feira para tratar de uma sinusite, faleceu após ter uma parada cardiorrespiratória. O cineasta será velado publicamente nesta sexta-feira, 15, na Cinemateca de São Paulo, das 10h às 15h.  Em seguida, o corpo deve ser cremado no Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, em uma cerimônia fechada.

Nascido em 1946 em Buenos Aires, na Argentina, Hector Babenco veio para o Brasil ainda jovem, aos 19 anos, e acabou por se naturalizar em 1977. Grande talento do cinema nacional, ele iniciou sua carreira como codiretor de O Fabuloso Fittipaldi, em 1973, ao lado de Roberto Farias. Sua estreia com a ficção se deu com O Rei da Noite, de 1975. Reconhecido internacionalmente, ele foi indicado ao Oscar de melhor diretor por O Beijo da Mulher-Aranha, de 1985, que narra o desenrolar da história de um homossexual e um militante de esquerda que acabam por dividir a cela em um presídio. Não conquistou a estatueta, mas garantiu o prêmio de melhor ator para William Hurt.

Seu longa seguinte, Pixote: A Lei do Mais Fraco, de 1982, se tornou um marco para o cinema brasileiro. A história, que narra a vida de um garoto de rua, seus dramas e problemas, chocou e incomodou chegando a ser indicado como melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro de 1982. Outro de seus longas, Carandiru, de 2003, também causou o mesmo furor ao expor a vida em um dos principais presídios de São Paulo pouco antes de sua demolição. O filme foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2003.

O último trabalho de Babenco foi o autobiográfico Meu Amigo Hindu, de 2015. Baseado na própria luta do diretor contra o câncer, o que o fez se submeter a um transplante de medula nos anos 1990, o longa narra a história de Diego (Willem Dafoe), um homem que descobre a doença em estado terminal. Após ser confrontado pela morte (interpretada por Selton Mello), ele pede tempo para que possa realizar um último filme.

Sobre Sttela

Sttela, 22 anos e jornalista. Comecei a gostar de cinema ainda criança, quando ia com o meu avô nas sessões à tarde. Fã de romances com velhinhos, filmes sobre gastronomia e Charles Chaplin.
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