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Deus e o diabo na terra do sol

Retrospectiva do Cinema Novo na Cinemateca com entrada gratuita

Da redação

A Cinemateca Brasileira, em parceria com a Unifesp, apresenta a uma grande exposição dedicada a um dos movimentos centrais da cultura brasileira – o Cinema Novo. O Brasil vivia um fértil momento de transformações na década de 1950 – um grupo de cineastas ainda muito jovens, influenciados por filmes como Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos e O Grande Momento, de Roberto Santos, pela nouvelle vague, e atentos à movimentação cultural que acontecia, começa a dar forma ao Cinema Novo. É um dos passos mais efetivos de nossa cinematografia em direção ao cinema moderno, tanto na linguagem dos filmes, como no uso de equipamentos mais modernos.

A mostra exibirá 53 filmes – 35 longas-metragens e 18 curtas-metragens – diversos deles raramente exibidosA retrospectiva apresenta alguns dos primeiros passos de cineastas ligados ao movimento: Pátio (1959), primeiro curta de Glauber Rocha, uma obra experimental interpretada por Helena Ignez; O Poeta do Castelo e O Mestre dos Apipucos (1959), dois curtas de Joaquim Pedro de Andrade acerca do trabalho de Manoel Bandeira e Gilberto Freyre, respectivamente; Arraial do Cabo (1960), obra inaugural de Paulo César Saraceni, dirigido em parceria com o fotógrafo Mário Carneiro; os marcos do cinema baiano Bahia de todos os santos (1960), de Trigueirinho Neto, A Grande Feira (1961) e Tocaia no Asfalto (1962), de Roberto Pires; o longa coletivo Cinco vezes favela (1962), com episódios de Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Carlos Diegues, Miguel Borges e Marcos Farias, uma das principais obras do período.

Serão exibidas novas cópias em 35mm de Esse mundo é meu (1964), de Sérgio Ricardo e O bravo guerreiro (1968), de Gustavo Dhal, produzidas especialmente para esta mostra. Cópias restauradas anteriormente pela Cinemateca, e ainda inéditas em São Paulo, de filmes como Câncer (1968/1972), de Glauber Rocha, S. Bernardo (1972), de Leon Hirszman,  Brasil ano 2000 (1969), de Walter Lima Jr., Os cafajestes (1962), de Ruy Guerra e O padre e a moça (1966), de Joaquim Pedro de Andrade.

Uma grande exposição complementa a experiência da mostra, com diversos materiais referentes à produção dos filmes, como roteiros originais e storyboard, que registram o processo criativo das obras; documentos que mostram a enorme repercussão do movimento no Brasil e no exterior (reportagens de jornais nacionais e estrangeiros, artigos da crítica especializada, folhetos dos filmes e de eventos, certificados de premiação); documentos que registram as relações pessoais e profissionais entre os integrantes do cinema novo (cartas, poemas, críticas dos filmes); publicações diversas sobre o Cinema Novo; materiais de divulgação: cartazes originais, muitos criados por grandes nomes das artes gráficas no país (Rogério Duarte, Ziraldo, Rubens Gerchman, Lielzo Azambuja) e fotografias (de cena, de filmagens, das personalidades, reprodução de fotogramas dos filmes).

PROGRAMAÇÃO

QUINTA 30/04

SALA BNDES

18h00 A GRANDE FEIRA

20h00 PÁTIO | BARRAVENTO

SALA PETROBRAS

18h30 BAHIA DE TODOS OS SANTOS

20h30 CINCO VEZES FAVELA

SEXTA 01/05

SALA BNDES

16h00 O POETA DO CASTELO | O MESTRE DOS APIPUCOS | ARUANDA | ARRAIAL DO CABO

18h00 TOCAIA NO ASFALTO

20h00 OS CAFAJESTES

SALA PETROBRAS

17h00 PORTO DAS CAIXAS

19h00 GIMBA, PRESIDENTE DOS VALENTES

SÁBADO 02/05

SALA BNDES

16h00 GARRINCHA, ALEGRIA DO POVO

18h00 A FALECIDA

20h00 DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

SALA PETROBRAS

17h00 GANGA ZUMBA

19h00 O GRITO DA TERRA

DOMINGO 03/05

SALA BNDES

17h00 OS FUZIS

19h00 O DESAFIO

SALA PETROBRAS

18h00 MEMÓRIA DO CANGAÇO | NOSSA ESCOLA DE SAMBA | VIRAMUNDO | SUBTERRÂNEOS DO FUTEBOL

Sobre Joyce

Fundadora e editora do Cinemascope, jornalista, paulistana, fotógrafa, apaixonada por David Lynch, Pedro Almodóvar, Marilyn Monroe e café.
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