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Democracia em Vertigem e a a Verdade Extática

Por Fábio Monteiro Ao lançar Lições da Escuridão (1995),Werner Herzog desenvolveu um conceito para acompanhar o filme: a “verdade extática”, seria então uma forma de contemplação do mundo, um viés de olhar através do qual se teria em vista o sublime; um estado de suspensão dos espectadores de modo que a realidade histórica se tornasse ainda mais real. Ao manipular as fotografias da Chacina da Lapa em Democracia em Vertigem (2019), Petra Costa teria afirmado que estaria pondo em prática a “verdade extática” herzoguiana. Como isso seria possível? Em suas entrevistas, Herzog conta que durante a realização de Fitzcarraldo...

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A Batalha do Chile: documentário e revolução social

Por Fábio Monteiro Em outubro de 2019, a população chilena novamente tomou as ruas e provocou um evento que se tornou como “estalido chileno”.  Aquela não era a primeira vez que a sociedade civil enfrentava o governo com reivindicações sociais bastante precisas. O seu histórico de lutas pode ser datado desde os anos 1960 e 1970. Naquele momento, Patricio Guzmán realizou uma trilogia intitulada A Batalha do Chile, um filme monumental que revelou tanto a força de uma revolução social quanto a sua crise e o consequente golpe militar. Ao longo das quase cinco horas de duração, o filme...

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Afinal, o documentário é um gênero um um tipo de linguagem?

Por Fábio Monteiro E então, documentário é um gênero ou uma linguagem cinematográfica? Eis uma questão que sempre causa polêmica nos cursos e encontros de que participo, principalmente nas redes sociais. Aparentemente, a questão soa como um dilema quase moral: ou uma coisa ou outra, certo? Mas, quem sabe seja possível acessá-la através de um viés histórico e conceitual. Vale lembrar que o termo “documentário” surgiu lá nos idos da década de 1920 para apresentar o filme Nanook, o Esquimó (1922), de Robert Flaherty. Tal como desenvolvemos em nosso Curso de Introdução ao Documentário, o termo chegou ao meio cinematográfico...

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O Cinema como ato sociopolítico: inspirações e homenagens em Casa de Antiguidades

Entrevista realizada por: Carine Souza e Jorge Ialanji Filholini O longa Casa de Antiguidades, escrito e dirigido por João Paulo Miranda Maria, teve a sua primeira exibição no Brasil na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, realizada entre outubro e novembro. Antes, o filme integrou a seleção oficial do Festival de Cannes – que não ocorreu neste ano devido a pandemia de Covid-19 – e passou pelos prestigiados festivais de San Sebastián e Toronto. Ambientado no Brasil atual, o filme retrata Cristovam, um homem negro que se muda de Goiás para uma antiga colônia austríaca, no sul...

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Casa de Antiguidades

Por Carine Souza e Jorge Ialanji Filholini No primeiro plano de Casa de Antiguidades (2020), somos apresentados a uma atmosfera em que não conseguimos distinguir qual o tempo e espaço daquela cena. Uma iluminação clara. Um enquadramento com a cor branca pesada. Uma pessoa toda coberta com uma roupa que lembra a de um astronauta. Equipamentos e máquinas cromadas. Maniqueísmo de uma ficção-científica. Aparentemente um ambiente distópico, longe de nossas interpretações concretas, com um pé no insólito, não permitindo distinguir, logo de início, em que lugar estamos. A qual futuro ou passado aquele indivíduo coberto por aquele uniforme pertence?...

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