Autor: Mario Neto

Sobre

Mario Neto

Comunicólogo, aspirante a cineasta, roteirista, cinéfilo apaixonado, influenciado por Kubrick, Truffaut, Bergman, Von Trier, Haneke, Irmãos Coen, Lynch, Tarantino, Glauber Rocha e Cluadio Assis, Basquiat, Banksy, Bukowski e Nietzsche, gosto de cerveja, longas discussões e desenhos animados.

Therese D.

Por Mario Neto   Nessa segunda adaptação para o cinema, do romance homônimo escrito pelo vencedor do prêmio Nobel de literatura, François Mauriac, o diretor Claude Miller em sua última obra (o diretor faleceu em abril deste ano, no processo de pós-produção do filme) propôs uma abordagem diferente da exposição do enredo do próprio livro e de sua primeira adaptação cinematográfica de 1968, dirigida por George Franju , estrelada por Emmanuelle Riva e Phillippe Noiret, a qual originalmente se apresenta em uma estrutura cronológica não-linear, seguida por flashbacks ao longo da trama. O filme se inicia no interior da...

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Vocês ainda não viram nada!

Por Mario Neto O telefone toca, uma voz conhecida atende, logo percebemos que esta pertence a Lambert Wilson, do outro lado da linha alguém diz que tem uma triste notícia, o renomado dramaturgo Antoine d’Anthac, com quem ele trabalhou no passado, vira a falecer, e como último pedido, solicita a sua presença na leitura do testamento em sua mansão. Em uma fusão de imagens o telefone toca novamente e dessa vez quem atende é Pierre Arditi, que recebe a mesma notícia e tem a presença solicitada da mesma maneira, outra fusão, toque de telefone, e agora Anne Consigny passa...

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No

Por Mario Neto Desde o golpe de 1973 em que os militares tomaram o controle do país, o Chile passava por uma ditadura sangrenta, a frente da mesma, estava o general Augusto Pinochet. Desde a tomada do poder, Pinochet sofria com pressões internacionais para que seu golpe fosse reconhecido, e finalmente em 1988, após quinze anos, o governo convoca um plebiscito,  o qual o povo deveria votar Sim ou Não pela sua permanência no poder por mais oito anos, e esse é o contexto em que o filme No é situado.(Pablo Larraín fecha com No, sua trilogia sobre a...

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Pina

Por Mario Neto   Ao prestar uma bela homenagem póstuma a sua amiga e conterrânea, a coreógrafa Pina Baush, falecida em 2009, o diretor alemão Wim Wenders evidencia toda sua sagacidade na construção do processo de imersão documental, ou melhor, no “proto – documental”,  já que a nomenclatura não cabe muito bem na obra em questão. Visto que em nenhum momento da projeção o cineasta fornece informações que possam elucidar a figura da brilhante bailarina, salvo as exceções, das espécies de depoimentos que os multiétnicos dançarinos da companhia fazem sobre a mesma (cada um em sua língua natal, inclusive...

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