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Edgar Wright e Ansel Elgort vêm ao Brasil pela primeira vez para divulgar Em Ritmo de Fuga

Por Eduardo Ferrarini

Realizando uma verdadeira turnê mundial para divulgar seu mais novo filme, Em Ritmo de Fuga, Edgar Wright junto com o protagonista Ansel Elgort estiveram na manhã do dia 24 de julho em uma coletiva de imprensa em São Paulo, logo após terem realizado uma em Kuala Lumpur, na Malásia. Com bom humor, os dois responderam uma série de perguntas.

O filme se trata de Baby (Elgort), um rapaz com habilidades impressionantes no volante e é coagido a realizar trabalhos para um grupo de assaltantes de banco, dirigindo o carro no momento da fuga. Disposto a sair dessa vida, ainda mais por começar um relacionamento com uma garçonete, ele não sairá desse universo do crime de forma tão simples.

Boa parte das perguntas tinham como tópico a forma como Wright pensou na trilha sonora, um elemento essencial que move o filme, incluindo grandes músicas de artistas como Commodores, The Beach Boys, The Damned, T. Rex, Beck, Blur, Barry White e Queen. Wright comentou, quando perguntado sobre qual foi o processo que exerceu para escrever o roteiro, já que se trata de seu primeiro roteiro escrito sozinho, que não desenvolvia a cena até ter escolhido a música certa para ela, e funcionou assim por todo o processo. Também falou que tentou seguir uma linha diferente do uso da música incidental que cineastas como Scorsese e Tarantino usam, que é usá-la como introdução para uma cena e logo depois ocorrer um fade-out. Wright diz que sua intenção sempre foi de trabalhar com a música integralmente na cena, não só construindo um ritmo bem calculado entre imagem e som, mas sugerindo também a subjetividade de Baby, onde ele reconhece que todos os protagonistas de seus filmes surgem em todas as cenas, mostrando sua preocupação constante com a identificação do público com o protagonista de suas histórias.

Questionado também sobre o que achava das críticas que apontavam como ponto negativo do filme a falta de desenvolvimento dos seus personagens e uma preocupação maior com a estética de seu filme do que o roteiro, Wright discordou falando que o filme tem coração, e que via humanidade e complexidade no personagem Baby ao trazer seu relacionamento com a garçonete Debora e também sua amizade com tio surdo Joseph, com o qual se comunica apenas em língua de sinais.

Também foram recorrentes as dúvidas sobre o processo de montagem, algo que torna o filme absolutamente energético e pulsante. Wright disse que a montagem é algo extremamente importante, onde lá ele consegue achar formas novas e inesperadas de construir o filme, como por exemplo o raccord visual do copo de café escrito “Baby” para um botão vermelho. Aquilo não foi premeditado no storyboard de Wright e ao ver as semelhanças visuais dos planos, decidiu emenda-los.

Sobre curiosidades dos bastidores, Elgort citou seu nervosismo ao trabalhar com atores de grande renome como Kevin Spacey e Jamie Foxx. Uma das lembranças mais divertidas que possui, Elgort conta, é quando em uma cena onde o personagem de Foxx injuriava de várias maneiras Baby, Elgort precisava manter uma expressão firme e neutra, mas Foxx era tão intenso que ele não conseguia, por isso ele alterava o volume do iPod que ele usava na cena, para não conseguir ouvir o que Foxx dizia e assim realizar a cena.

Wright também contou sobre sua acidental aparição no filme: na cena em que Baby passa na frente de uma loja com um saxofone exposto, é possível ver o reflexo de Wright, que antes da correção de efeitos especiais, mostrava claramente ele e seu monitor vendo a cena. Posteriormente, a equipe de efeitos especiais mudou o monitor e no lugar colocou um iPhone nas mãos de Wright.

Elgort recebeu várias perguntas acerca de seu processo de criação de Baby e como realizou sua composição corporal, onde o personagem parece o tempo todo dançando e se mexendo ao ritmo de alguma música. Elgort respondeu que teve facilidade quanto a isso porque teve aulas de dança e que tinha contato com isso por sua mãe trabalhar como coreografa e diretora de musicais. Também abordado sobre hoje ser visto como um “grande crush” de muitas jovens (um grupo de cerca de 30 adolescentes permaneciam na frente do hotel por causa dele), ele diz que nutre um carinho grande pelos fãs e que recebeu uma calorosa recepção no Brasil.

Finalizando a coletiva, que durou um pouco menos de uma hora, Wright e Elgort agradeceram e se diziam contentes por estarem pela primeira vez no Brasil, que foi um dos locais mais requisitaram a presença deles no twitter.

Em Ritmo de Fuga estreia oficialmente no Brasil no dia 27 de julho nos cinemas.

Sobre Eduardo Ferrarini

Estudante e amante de Cinema. Apreciador de música, livros, séries, pinturas, video-games, quadrinhos, da vida e das pessoas que a cercam.
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