Author: thais-lourenco

Sobre

Thaís Lourenço

Historiadora e capricorniana. Acredita que o cinema é uma cápsula do tempo-espaço através da qual exercitamos a imaginação e empatia. Ama os efeitos de Méliès, as cores de Almodóvar (e Wes), as viagens de Miyazaki e as brisas surrealistas.

Matinta

Quem é daqui dos mato tem que ter muito cuidado com o encantado. Quem quer ter paz na vida não se mete com Matinta. Mesmo na morte a bicha é traiçoeira. Se responder o chamado dela, não tem reza que dê jeito. Ta com fardo de virar Matinta Diz a lenda Paraense/Amazonense que uma velha ronda as casas nas regiões das florestas e a noite transforma-se em um pássaro agourento, que espalha seu assobio agudo perturbando o sono das pessoas e assustando as crianças. Matinta, como é conhecida, só sossega quando o dono da casa, já farto do assobio,...

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Penas

Penas, curta-metragem de Paulinho Caruso e adaptado da obra homônima de Laerte Coutinho publicada na revista Chiclete com Banana em 1988, narra a história de um homem denominado no filme como “Novato” (Fabio Marcoff), que vai ao médico certo dia e descobre que a estranha protuberância em seu braço é uma pena nascendo dele mesmo. No princípio tive medo. Apesar do choque e do estranhamento inicial, segue normalmente com a sua vida de assalariado, redigindo relatórios. Com o passar do tempo, suas penas brancas crescem e vão tomando conta de seus braços, e começa a se acostumar com a...

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Festival Varilux 2018: Igualdade de Gênero, Censura e História

O Festival Varilux de Cinema Francês chega à edição 2018, mantendo tradições, como a Mostra de Realidade Virtual (desta vez com Masterclass com o cineasta Fouzi Louahem) e trazendo novidades (pela primeira vez curtas-metragens farão parte da programação e encontros profissionais junto ao LAB de escrita de roteiros também). Destinado à promover o cinema francês no Brasil, esse ano contou com a parceria do SESC e vai exibir em sua programação os filmes da mostra em 90 cidades, sendo que 30 delas são cidades menores, onde o cinema francês quando consegue chegar, chega com muita dificuldade, com centenas de...

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Conheça os premiados do 71º Festival de Cannes

Chegou ao final a 71ª edição do Festival de Cannes e teve protesto por mais oportunidades e igualdade para mulheres, teve filme brasileiro ganhando competição paralela e dando visibilidade à causa indígena, e teve Cate Blanchett como presidente de um júri formado majoritariamente por mulheres, é pra glorificar de pé. Cate Blanchett entregou o prêmio de Palma de Ouro Especial à Jean-Luc Godard pelo filme “Le Livre D’Image”. O Grande Prêmio do Júri ficou para “BlacKKKlansman”, de Spike Lee, e Nadine Labaki venceu a categoria de Prêmio do Júri com “Capharnaüm”. A Palma de Ouro, principal prêmio da noite, ficou...

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“Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” vence o Prêmio do Júri na competição “Um Certo Olhar” no Festival de Cannes

Hoje a vitória teve gostinho de Brasil e filme liderado por mina ganhando prêmio no Festival de Cannes. A co-produção luso-brasileira Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, com direção da paulista Reneé Nader Messora e do lisboeta João Salaviza, conquistou o prêmio do Júri na competição Um Certo Olhar. Filmado ao longo de 9 meses na Terra Indígena Krahô (comunidade de 3500 pessoas no estado de Tocantins) após uma relação diretora-comunidade construída ao longo de vários anos, o documentário sem equipe técnica e em negativo 16mm, acompanha a história de Ihjãc, jovem Krahô que ao se deparar com...

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