Autor: Thaís Lourenço

Sobre

Thaís Lourenço

Historiadora e capricorniana. Ama filme francês, os efeitos de Méliès, o pioneirismo feminino, as cores de Almodóvar, as viagens de Miyazaki e a imaginação surrealista.

Toy Story 4

O ano de 2019 pode muito bem ser considerado o ano áureo da nostalgia no cinema. Grandes produções infantis ganharam refilmagens ou continuações, como é o caso de O Rei Leão (2019) e Alladin (2019), por exemplo. Fazendo parte disso, Toy Story ganhou seu quarto filme após ter fechado o ciclo com a trilogia que termina dramaticamente com a despedida do Andy aos seus brinquedos. Neste terceiro filme, o adeus de Andy representa a geração que o acompanhou desde criança, nos primeiros filmes, e que cresceu assistindo e aguardando ansiosamente por um retorno ao universo, o que justamente aconteceu...

Ler Mais

O Rei Leão

Eu tinha uns 5 anos (ou menos) quando vi Mufasa morrer pela primeira vez. Não foi na tela grande, porque na minha infância ir ao cinema não era um programa que minha família escolhia. Foi naquela fita VHS verde, que todos os filhos da década de 1990 conhecem tão bem, que senti a punhalada da tragédia de Shakespeare. Este é o emblemático filme que a Disney usou para (quase) destruir minha infância, só perdendo para o Dumbo. Sem mais dramaticidades, esta memória afetiva foi o segredo do sucesso para o remake em Live Action de Jon Favreau lançado em...

Ler Mais

CINUSP apresenta mostra Prazeres Incontidos

O termo usado para designar o prazer pelo prazer, o prazer a qualquer custo, é “hedonismo”.  O termo, emprestado da filosofia , deu origem a diversas teorias, da Antiguidade com Epicuro até a Idade Moderna com Henry Sidgwick. Foi pensando nisso que o CINUSP apresenta, de 25 de novembro a 8 de dezembro, uma curadoria de filmes que buscam retratar o comportamento de indivíduos engajados nesta busca. O prazer não é privilégio sexual, nós sentimos prazer quando comemos, quando dançamos, ele pode surgir do uso de drogas, e até da dor. A nossa pulsão é o que nos mantém...

Ler Mais

O corpo feminino como posse pública em O Conto da Aia

É à imaginação de Margaret Atwood que devemos o surgimento de O Conto da Aia e sua Gilead, república fictícia (ou não). Este é um estado teocrático e totalitário fundado no ensino religioso extremista e no controle político-social pelo patriarcado. O governo imaginado por Atwood dominou os Estados Unidos com a desculpa de combater o terrorismo de fundo islâmico. Contudo, também forçou seus habitantes a viverem uma vida baseada no terror, onde as mulheres cumprem legalmente três funções: Esposa, Marta e Aia. The Handmaid’s Tale (título original do livro) desmonta a ideia de que o patriarcado nunca poderia ter sucesso....

Ler Mais