Um dos nossos maiores orgulhos é ver o cinema nacional reconhecido. Na 43a edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 63 longas e curtas nacionais compõem a programação. As obras clássicas e contemporâneas se misturam, assim como diretores estreantes e experientes. Listamos agora 13 filmes brasileiros que merecem estar na sua programação:

A Vida Invisível
Já falamos aqui todos os motivos para assistir ao novo filme do Karim Aïnouz, então fica com essa sinopse e trailer: Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, de 18 anos, e Guida, de 20, são duas irmãs inseparáveis ​​que cresceram em uma família conservadora. Cada uma nutre um sonho: Eurídice quer se tornar uma renomada pianista, enquanto Guida deseja encontrar o amor verdadeiro. Em uma virada dramática, elas são separadas pelo pai e forçadas a viver distantes. As irmãs, então, assumem o controle de seus destinos, sem nunca perderem a esperança de se encontrar novamente.

 

Pacarrete
Longa de estreia do diretor Allan Deberton, Pacarrete foi o grande vencedor do Festival de Gramado. O filme é inspirado na história real de Pacarrete (Marcélia Cartaxo), uma bailarina idosa, considerada louca, que vive em Russas, no Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança como presente para o povo. Mas parece que ninguém se importa.

 

Sem Seu Sangue
Presente na programação paralela do Festival de Cannes, a película conduzida por Alice Furtado é no mínimo curiosa. Nela, acompanhamos Silvia, uma jovem que leva uma rotina apática. Os dias da garota se tornam agitados quando ela conhece Artur. Os dois têm uma conexão intensa e instantânea, mas a relação é interrompida quando o rapaz morre em um acidente. Desolada, Silvia tenta de todas as formas recuperar o namorado.

 

 

Raia 4
Outro representante do Festival de Gramado, Raia 4 também marca a estreia do diretor Emiliano Cunha. A trama coming of age é centrada em Amanda (Brídia Moni), uma atleta de natação pré-adolescente.  Sempre muito reservada, ela se sente à vontade debaixo d’água, onde segredos não podem ser ouvidos. Sem a atenção dos pais, Amanda vai viver uma série de descobertas no universo das competições esportivas.

 

 Madame Satã
Considerado um dos clássicos contemporâneos da filmografia brasileira, Madame Satã é inspirado na trajetória de João Francisco dos Santos (1900-1976). A história é ambientada na Lapa, em 1932, momento em que o sonho de João Francisco —o de se tornar uma estrela do palco— transforma-se em realidade. O título foi vencedor do Prêmio Especial do Júri de melhor ator para Lázaro Ramos na 26ª Mostra.

 

 

Indianara
Revolucionária, Indianara luta, ao lado de seu grupo, pela sobrevivência das pessoas trans no Brasil. Frente aos ataques do seu próprio partido político e ao avanço totalitário no país, ela junta suas forças e parte para um último ato de resistência. Dirigido por Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, o documentário marcou presença no festival Olhar de Cinema.

 

O Homem Cordial
Na noite de retorno aos palcos de uma famosa banda de rock dos anos 1980, viraliza na internet um vídeo que envolve Aurélio Sá (Paulo Miklos), vocalista e líder da banda, na morte de um policial militar. Vale lembrar que O Homem Cordial também é um conceito desenvolvido por Sérgio Buarque de Holanda, segundo o qual, o brasileiro sente, ao mesmo tempo, o desejo de estabelecer uma intimidade com os outros e um horror por qualquer formalismo social. Será que veremos mais conexões como essa?

 

Diz a ela que me viu chorar
Este documentário acompanha a vida de pessoas em um hotel social no centro de São Paulo, na área da Cracolândia, durante seis meses. O edifício é parte de um programa municipal de redução de danos que acolhe pessoas com perfil de uso abusivo de crack. Dirigido e roteirizado por Maíra Bühler, o filme também esteve presente no Festival Olhar de Cinema.

 

Currais
Parece teoria da conspiração, mas é verdade: já existiram campos de concentração no nordeste brasileiro. Em Currais, misto de documentário e ficção, acompanhamos Romeu, um personagem fictício que viaja pelo sertão do Nordeste em busca de vestígios dos tais campos onde, em 1932, flagelados da seca foram aprisionados em troca de sobrevivência. Romeu vai costurando memórias a partir de relatos reais, documentos e fotos.

 

Três Verões
A cada verão, entre Natal e Ano-Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira-mar. Em 2015, tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos anfitriões? Essa pergunta é respondida em Três Verões, novo filme da diretora Sandra Kogut, que tem no elenco nomes como Regina Casé, Otavio Müller e Gisele Fróes.

 

Guerra de Algodão
Seguindo a linha das tramas coming of age, no filme dirigido por Marília Hughes e Cláudio Marques conhecemos Dora, uma adolescente criada na Alemanha. Pela primeira vez, ela visita sua enigmática avó no Brasil. Enquanto tentar voltar à Europa a todo custo, Dora começa a descobrir a incrível história por trás das mulheres de sua família.

 

Desarquivando Alice Gonzaga
Alice Gonzaga é guardiã de uma parte importante da história do cinema nacional. Ela é filha de Adhemar Gonzaga, fundador da Cinédia, o primeiro estúdio de cinema do Brasil. No documentário de Betse de Paula, Alice abre os arquivos da empresa e mostra as histórias dos Gonzaga e suas apostas cinematográficas. Ao que tudo indica, o filme é uma verdadeira aula de história sobre o cinema brasileiro:

 

Slam: Voz de Levante
Os Slams são campeonatos performáticos de poesia falada e vêm se espalhando pelo Brasil. Este doc, conduzido por Tatiana Lohmann e Roberta Estrala D`Alva, testemunha o crescimento da cena brasileira desde 2008, viaja às origens da competição nos EUA e acompanha a campeã nacional de 2016, Luz Ribeiro, até a Copa do Mundo de Slam em Paris, representando uma nova onda feminista e negra que tem se firmado pela virulência poética do verbo politizado.

Para conferir todos os filmes brasileiros na 43ª Mostra, clique aqui

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