Autor: Domitila Gonzalez

Sobre

Domitila Gonzalez

Domitila Gonzalez é atriz e professora de teatro. Sonserina. Cacheada. Divide seu tempo entre miscelâneas da infância e clássicos do cinema mundial. Jura que é pdh em listrinhas fellinianas. Ama direção de arte e trilha sonora. Acha o Oscar uma besteira, mas todo ano maratona os filmes como se não houvesse amanhã. - Não me leve a sério: eu uso meia de bolinhas.

Mulan

Que ideia maluca é essa que o pessoal costuma ter, né, de já sentar na cadeira estofada pronta pra meter o pau no filme que vai ver. Eu não sou assim. Sempre que eu vou ao cinema, eu vou pra gostar. Aliás, sempre que eu escolho ver uma obra de arte, seja ela qual for, eu vou porque algo me despertou o interesse. Mas no caso dos live actions, eu não sei explicar o porquê, mas sinto que de saída já tenho os dois pés atrás. Não sei se é trauma de quando fui ver Mogli e achei estranho...

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Pinóquio

Esses dias, me peguei pensando no poder que tem uma história bem contada. Não é novidade para ninguém – a menos que o caro leitor seja um negacionista – que estamos passando por momentos tenebrosos desde pelo menos o final de 2019. Vivemos uma distopia. Então, diante do horror que agora faz parte da nossa realidade, o que resta, quando recorremos ao cinema? Para mim, precisamos cada vez mais colocar fé em acontecimentos utópicos. O futuro não é o apocalipse, é o sonho. Por isso, valorizo cada segundo deste filme. Pinóquio chega ao cinema aqui no Brasil sem efetivamente chegar ao...

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Emma

Emma é tudo o que você precisa ver quando estiver num dia ruim. Não escondo: sou fã de carteirinha de um bom romance histórico. Se for adaptação de um livro, então, nem se fala. Dois dos meus filmes favoritos preenchem estes requisitos: Anna Karenina – que dá show em roteiro e direção de arte – e Orgulho e Preconceito, que é pra tirar qualquer um das bad vibes. Eu estava ansiosa por ver a adaptação de Emma, pois apenas pelo trailer eu consegui captar alguns elementos que sempre me prendem em adaptações: fotografia e direção de arte e trilha...

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Que estranho chamar-se Federico

Quando o Cinemascope começou a elaborar, juntamente com o Telecine, o Especial sobre o cinema de Federico Fellini, eu me debrucei sobre um material de pesquisa que incluía, além de filmes selecionados do diretor, sua autobiografia, algumas entrevistas concedidas por ele ao longo de sua carreira, e artigos extensos que discutiam o Neorrealismo Italiano. Foi uma enxurrada de referências que me fizeram levantar diversas questões que permanecem sem resposta: o que é fazer cinema, atualmente, no Brasil? O que representa a indústria cinematográfica, hoje, no mundo? A quantas anda, em pleno 2021 pandêmico, a experiência de ir ao cinema?...

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A Voz da Lua

Fazer uma maratona dos filmes mais icônicos de Federico Fellini é uma tarefa complexa. Muito porque, ao longo dos seus 40 anos de carreira, ele passeou por estilos diversos até que encontrasse seu jeito de contar histórias: um passeio peculiar, inventivo por situações, personagens, cidades e temperamentos, que pode nos oferecer um mergulho profundo no inconsciente à mesma medida em que revela tanto da realidade quanto é possível. A Voz da Lua foi o último filme realizado por Fellini, antes de sua morte. Pode-se dizer que foi um presente de referências deixado para seus espectadores, mas acredito que acima...

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